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Criando eventos e uma comunidade na pandemia

Foto: espectadores ao ar livre no Luna Cinema em 2020.

Nos últimos meses, a pandemia fez muitas pessoas repensarem a importância de passar um tempo juntas — e valorizarem a troca de experiências sempre que possível. Eventos e entretenimento que já foram presenciais passaram a ser on-line ou foram adaptados para ser à distância. Além disso, os modos de comunicação mudaram drasticamente. Com os desafios gerados pela Covid-19, alguns profissionais do ramo de eventos e entretenimento tiveram que achar novas formas de fazer o que sabem bem: criar um vínculo e uma comunidade.

Conversamos com três empresas (incluindo um cinema ao ar livre no Reino Unido e um clube internacional) sobre como elas continuam a oferecer um vínculo tão necessário num mundo com distanciamento social.

Apoiando a comunidade digital

Para a plataforma de música on-line Audiotree, possibilitar que artistas e fãs se encontrassem virtualmente sempre foi crucial na missão da empresa. Durante a pandemia, essa empresa digital priorizou a comunidade, incentivando a comunicação on-line e a interação durante os shows via streaming. O diretor criativo Austin Peters observa que “vemos tanta cordialidade nas nossas salas de chat que parece um show de verdade. Lá, os fãs que estão assistindo à banda se encontram para fazer piadas, digitar a letra das músicas enquanto o artista as canta e promover uma comunidade musical”. Ele admite que os shows virtuais realizados em um ambiente vazio não são a experiência ideal no longo prazo, mas, “por enquanto, é uma forma bastante profunda para unir artistas e fãs".

O clube internacional Soho House, que fechou recentemente uma parceria com o Squarespace como parte da série “De Volta ao Trabalho" e é conhecido pelas redes de contato e pelo vínculo presenciais, tem apoiado os esforços dos membros para manter um clima de comunidade na pandemia. O diretor de criação, Nabil Aliffi, explica que o confinamento “trouxe à tona o que os membros mais valorizam no clube, além dos nossos espaços físicos. Eles não simplesmente se perguntavam o que o Soho House poderia fazer por eles durante a crise; na verdade, muitos perguntaram como poderiam ajudar”. Ao aproveitar essa rede de membros motivados e incentivar a colaboração e a cocriação, Aliffi destaca que o Soho House realizou “mais de 200 eventos digitais, incluindo masterclasses, tutoriais e sessões de fitness e de bem-estar”.

Soho House Amsterdam na véspera de Ano-Novo em 2018.

Soho House Amsterdam na véspera de Ano-Novo em 2018.

Criando um conteúdo envolvente e acessível

Para muitas empresas, dar suporte à base de clientes exigiu inovar nos conteúdos digitais. Para o Audiotree, a expansão dos serviços on-line com novas séries de shows, como o STAGED: Live Concerts From Home e o Audiotree International, tem sido crucial. Dedicado a dar destaque a artistas que não podem se apresentar na casa de show da Audiotree, em Chicago, o Audiotree International permite que os artistas criem e lancem conteúdo pela rede da plataforma. Peters explica que, desde o lançamento, o Audiotree International vem “mostrando apresentações de bandas na Rússia, África, Europa, Canadá, Sudeste Asiático e muitos outros, para ajudar na divulgação enquanto elas não podem sair em turnê”.

O Soho House também tem se dedicado à criação de conteúdo durante toda a pandemia. Após relançar o site, o Soho House também digitalizou a publicação da empresa, a House Notes, e estabeleceu um ritmo diário na publicação. Como parte da nova iniciativa chamada Open House, o Soho House também disponibilizou grande parte do seu conteúdo, bem como dos eventos digitais, ao público. Aliffi explica que, além de inspirar, oferecer entretenimento e manter o vínculo com o público local e internacional, essa estratégia de conteúdo renovado também traz benefícios comerciais: “As histórias que contamos, destacando nossos membros, geram interesse e tráfego para os nossos sites. É a nossa maneira de falar com potenciais membros.” Aliffi descobriu que usar eventos e conteúdo na criação de espaços digitais é o cerne do clube: “Em última análise, é como um Soho House de bolso; é onde eles buscam inspiração, sabem o que os outros membros estão fazendo e encontram a tribo deles.”

Repensando as interações presenciais

Enquanto as empresas procuram a presença digital para dar suporte aos clientes e à comunidade, algumas delas puderam adaptar os serviços presenciais. George Wood, fundador e proprietário do Luna Cinema, um cinema ao ar livre no Reino Unido, foi rápido para achar formas de facilitar as sessões durante a pandemia. O Luna oferece agora faz sessões drive-in e ao ar livre, tudo com distanciamento social. Os clientes reservam com antecedência, aparecem um pouco antes e curtem a sessão. Embora tenha notado mudanças no comportamento dos clientes, como uma tendência a reservar os ingressos mais perto da data da sessão, Wood também observa que a empresa “ouviu de vários clientes que essa foi a primeira saída deles à noite em meses e que eles estão muitos felizes por disponibilizarmos as sessões.” Com o Luna Cinema dando oportunidades às pessoas para se encontrarem na pandemia, Wood espera também ganhar um novo público que gosta de espaços abertos.

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